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Porto Murtinho PORTO MURTINHO

Surpreendido com licitação suspensa de ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, governo vai acionar Ministério

Ponte faz parte do projeto da rota bioceânica e tem como objetivo ligar MS aos portos do Chile

14/04/2021 19h51 Atualizada há 3 semanas
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Por: Redacao Fonte: Humberto Marques
Ponte ficará a 12 km da área urbana de Porto Murtinho. (Foto: Reprodução)
Ponte ficará a 12 km da área urbana de Porto Murtinho. (Foto: Reprodução)

O governo estadual foi pego de surpresa com o anúncio de suspensão da licitação de construção da ponte sobre o Rio Paraguai que unirá as cidades de Carmelo Peralta e Porto Murtinho. Com isso o Estado deve acionar o Ministério das Relações Interiores, já que a decisão foi unilateral.

O titular Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Jaime Verruck,  explicou que o Estado não foi informado sobre a possível suspensão do processo licitatório para construção da ponte que faz parte a rota bioceânica e tem como objetivo ligar Mato Grosso do Sul aos portos do Chile.

”O que aconteceu ontem foi uma discussão no Congresso Nacional lá no Paraguai, sobre os fundos sociais. Então na verdade o Paraguai está sem recursos suficientes para fazer combate à pandemia. E a situação obviamente é grave em todo lugar, então presidente de lá tomou a decisão de realocar os 30 milhões de dólares que seriam referentes a parte do Paraguai em Itaipu, para o combate à pandemia”, explicou Verruck.

Verruck ainda destaca que também não adiantaria o Estado ter disso informado primeiro, mas entende que essa é uma decisão que não poderia ter sido tomada de forma unilateral já que existe um acordo internacional para construção da ponte.

“Assim como o governo brasileiro bancou a ponte Itaipu lá em General Franco. A obra continua em plena atividade com a execução e recursos do Brasil. A ponte aqui é responsabilidade do Paraguai. O recurso de Itaipu foi com destinação específica para isso, né. Então nós entendemos que não poderia ter uma decisão unilateral que implicaria em consequências a outros contratos já existentes.”, detalhou Jaime.

A decisão então preocupa o governo de MS porque significa atraso na construção da ponte que continuará existindo e sendo construída, porque houve apenas a suspensão e não cancelamento do processo licitatório.

“É um impacto menor do que, obviamente, fazer um cancelamento e reiniciar o processo licitatório todo. Entendo eu que poderíamos continuar com o processo licitatório normal e lá na homologação, caso não tivesse a disponibilidade de recurso que foram alocados para outra situação, fazer uma discussão. Estamos acionando o Ministério das Relações Exteriores para que converse com o governo do Paraguai, dado que é um projeto binacional e uma adesão unilateral afeta, obviamente, todos os empreendimentos.”, finalizou o titular da Semagro.

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