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Surtos de Covid e H3N2 provocam falta de remédios nas redes pública e privada

De acordo com farmaceuticos, não tem onde comprar os medicamentos e problema é falta de insumos nas indústrias

10/01/2022 às 12h30
Por: Redação Fonte: Beatriz Magalhães
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Unidades de Pronto Atendimento de Campo Grande têm aumento de pacientes com sintomas gripais (Foto: Marcos Maluf)
Unidades de Pronto Atendimento de Campo Grande têm aumento de pacientes com sintomas gripais (Foto: Marcos Maluf)

 

O aumento da procura por medicamentos para sintomas de gripe assustou o mercado farmacêutico que não estava preparado para essa onda de coronavírus e H3N2, além dos casos de "flurona", nome dado a casos onde os testes de gripe e coronavírus apresentam resultados positivos.

Farmaceutica Ciela Carla explica que falta de medicamentos está tanto na logistica quanto na fabricação (Foto: Marcos Maluf)

Tanto as farmácias públicas quanto privadas apresentam dificuldades para comprar determinados medicamentos como ibuprofeno, amoxicilina, dexclorfeniramina e loratadina, por exemplo e, segundo os farmacêuticos, o problema vai além da logística. “A falta é na indústria, não tem onde comprar. Aqueles que tinham estoque grande estão mais tranquilos”, afirma a farmacêutica e gestora de uma farmácia localizada no bairro Santo Amaro, Ciela Carla.

De acordo com ela, alguns remédios como antialérgicos e anti virais estão faltando até mesmo na rede pública. “As farmácias não estavam preparadas. Não estávamos preparados para uma nova onda de Covid-19, junto com a H3N2. Essa gripe tem uma característica não comum que é uma tosse alérgica, junto com secreção. Então os médicos prescrevem antialérgicos e antivirais, e com isso a demanda aumentou significativamente”.

Na rede pública - Nas farmácias públicas da Capital é observado a falta de Ibuprofeno, Loratadina, Dipirona, Amoxicilina e Dexclorfeniramina. Em nota encaminhada ao Campo Grande News, a SESAU (Secretaria Municipal de Saúde), explica que as faltas são pontuais e que logo o problema será resolvido.

“Ibuprofeno 600 e Loratadina xarope estão em falta em nossa rede. Quanto a Dipirona, recebemos na semana passada e já está regularizada a distribuição. Amoxicilina e Dexclorfeniramina também estão em falta, ambos aguardando entrega”, afirma.

Ainda segundo a prefeitura, uma das razões da falta dos medicamentos é o aumento no número de pessoas com sintomas gripais, nos últimos dias.

Depois das festas de fim de ano - A proprietária de uma farmácia no bairro Nova Campo Grande, Natalia Mantovani, conta que começou a perceber o aumento da procura por medicamentos para sintomas gripais desde o começo de dezembro e que o fluxo aumentou ainda mais depois das festas de Natal.

“O aumento pela procura e dificuldade em encontrar os produtos é sentido desde que houve o aumento da gripe. A partir daí começou a faltar na indústria, dizem que é por falta de insumos. Além disso, estamos sentindo dificuldade em encontrar corticóides anti-inflamatórios também. O posto está sem alguns medicamentos como ibuprofeno e dipirona e se falta á aumenta a demanda aqui, mas sabemos que o motivo seja um problema justamente na indústria”.

“Todos estes medicamentos que estão em falta já estão com processos de compra em andamento, aguardando somente aguardando entrega. Alguns têm problema de fornecimento generalizado por conta de falta de matéria prima para fabricação, atraso na entrega, entre outros entraves”, conclui a nota da prefeitura.

Unidades de Pronto Atendimento de Campo Grande têm aumento de pacientes com sintomas gripais (Foto: Marcos Maluf)

Cresce o número de atendimentos -  A rede pública de saúde em Campo Grande tem visto o número de pacientes com sintomas gripais, seja por suspeita de coronavírus ou da influenza, crescerem, principalmente nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento).

Em levantamento realizado pelo Campo Grande News, com base em dados publicados pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), indica que o índice de testes positivos chegou a 10,3% nos primeiros dias do ano de 2022, enquanto que em dezembro do ano passado o mesmo índice era de 4,6%.

 

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