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Nascente do Rio Perdido seca e ameaça turismo na Serra da Bodoquena

Sedimentos no curso d'água causou a turbidez e o assoreamento do rio, em Caracol

15/06/2024 às 19h39 Atualizada em 15/06/2024 às 20h12
Por: Redação Fonte: Gustavo Bonotto e Fernanda Palheta
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Nascente do Rio Perdido secou após sofrer com o curso de sedimentos. (Foto: Reprodução/Facebook)
Nascente do Rio Perdido secou após sofrer com o curso de sedimentos. (Foto: Reprodução/Facebook)

Apenas pedras e capim pairam no leito seco onde deveria correr água até o Rio Perdido. Além do desastre ambiental, o problema na nascente de um dos principais afluentes que cortam o Parque Nacional da Serra da Bodoquena, localizado no município de Caracol, a 385 quilômetros de Campo Grande, ameaça o desenvolvimento do turismo em uma região pouco explorada.

O problema foi identificado pelo IHP (Instituto Homem Pantaneiro), primeiro via satélite e depois com equipe no local. O coronel Ângelo Rabelo, que preside o instituto, explicou à reportagem que o trabalho de análise já perdura há cinco anos

"Estamos tentando justamente proteger essa parte principal que é a nascente. O trabalho é de identificar a perda da força e também descobrir quais córregos estão levando muitos sedimentos para dentro do rio", disse.

Segundo Rabelo, o rio está enfrentando um efeito oriundo do baixo índice de chuvas. Em comparação ao ano passado, houve metade da precipitação esperada. "Como todos os rios do Pantanal, nós tivemos aí quase 50% menos de chuva prevista, então na parte alta o rio ainda está com água, mas ao mesmo tempo quando ele cai ali, principalmente na parte baixa, já indo em direção ao APA, ele sofre efeito de assoreamento e isso vai comprometendo mais ainda a quantidade de sedimento no canal do perdido".

O IHP, segundo o responsável, está fazendo levantamento de campo agora para verificar o que pode ter contribuído para o assoreamento, porque o trecho capturado nas imagens foi assoreado.

Por fim, o gestor caracterizou a paisagem como "um lugar que sofreu muita pressão" por conta das questões ambientais. "A gente tem um trabalho forte na nascente, um comprometimento e uma parceria com as fazendas próximas, e ao longo do trecho que ele passa no parque, ele está muito bem protegido".

Conforme noticiado, o MPMS (Ministério Público) já havia instaurado inquérito em 2019 para apurar as irregularidades ambientais na região do banhado e na nascente. À época, o texto denúncia discorreu que a ação poderia estar ligada à atividade agropecuária.

A reportagem procurou o Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), que não retornou até a publicação da matéria.

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