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Indígenas Ayoreos no Paraguai bloqueiam rota e exigem a paralisação de obra por medo de coronavírus

É a passagem para uma pedreira de onde o consórcio mencionado acima extrai matéria-prima para a construção da Rota Bioceânica.

24/03/2020 06h40 Atualizada há 4 meses
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Por: Redacao Fonte: Ultima Hora PY
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Um grupo de 80 ayorianos fechou ontem uma estrada interna para Carmelo Peralta, em protesto, porque o Consórcio Bioceanic Road não interrompe as obras, de acordo com as medidas de emergência sanitária decretadas pelo Poder Executivo para impedir a pandemia de Covid-19 ou o coronavírus, que estão em vigor desde a semana passada e que endureceram desde o último sábado.

É a passagem para uma pedreira de onde o consórcio mencionado acima extrai matéria-prima para a construção da Rota Bioceânica.

A manifestação busca o bloqueio total do trabalho na estrada de asfalto, devido à aglomeração de trabalhadores e à entrada constante de trabalhadores de vários lugares, o que faz com que as pessoas temam a possível disseminação de coronavírus na população de Carmelo Peralta e nas comunidades indígenas do grupo étnico. Ayoreo.

Cerca de 600 operadores trabalham na seção mencionada do trabalho.

Precisamente, o grupo Ayoreos na área também possui vários membros de suas comunidades que são operadores do consórcio, portanto, o medo de contágio é maior.

Os indígenas alertaram que não deixarão o local até que o consórcio pare definitivamente o trabalho e cumpra a quarentena decretada pelo governo.

A Polícia tentou mediar diante da situação, alegando que era para evitar a aglomeração de indígenas.

No entanto, isso não foi possível porque os nativos estão determinados a fechar o acesso usado pelas empresas que compõem a Rota Bioceânica como medida de protesto.

Os manifestantes insistiram que, se o consórcio não interromper o trabalho na estrada, eles não sairão do caminho.

A manifestação Ayoreos começou ontem ao meio-dia, após vários dias de pressão da população pedindo a paralisação de todas as atividades na rota mencionada, preocupada com a possibilidade de um surto de Coronavírus em um local onde o acesso à saúde público é muito precário.

Segundo explicações do Ministério das Obras Públicas e Comunicações (MOPC), os padrões de biossegurança são atendidos para proteger os operadores do coronavírus, mas esse argumento não convence os habitantes de Chaco.

Outros setores da população do Chaco também expressaram preocupação com o assunto. A deputada da Alta Paraguai e a ex-governadora Marlene Ocampos também enviou uma nota ao MOPC solicitando a suspensão temporária das atividades do consórcio, para impedir a propagação e disseminação do coronavírus.

Eles estão preocupados com a entrada de trabalhadores de diferentes partes do Paraguai e até do Brasil.

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