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Como países já atingidos agiram contra a 'praga de gafanhotos'

Fenômeno é mais comum na África, mas enxames causaram prejuízos em países da América. Fronteira entre Brasil e Argentina registrou nuvens de gafanhotos nesta semana.

24/06/2020 12h27
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Por: Redacao Fonte: Por G1
Foto de novembro de 2004 mostra nuvem de gafanhotos perto das Pirâmides de Gizé, no Egito — Foto: Reuters
Foto de novembro de 2004 mostra nuvem de gafanhotos perto das Pirâmides de Gizé, no Egito — Foto: Reuters

A preocupação com os efeitos de nuvens de gafanhotos, como a registrada nesta terça-feira (23) na fronteira entre Brasil e Argentina, levou a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) a monitorar de perto registros de enxames desse animal. Desde o início da série histórica, em 1997, alguns casos da praga se notabilizaram pelo mundo.

Em 2004, uma nuvem de gafanhotos chegou a Cairo, capital do Egito — em episódio que fez muita gente se lembrar das Dez Pragas do Egito, contada na Bíblia no livro do Êxodo. O caso chamou a atenção porque o enxame atingiu uma metrópole com quase 15 milhões de habitantes. As imagens dos insetos tapando a visão das Pirâmides de Gizé correram o mundo.

De acordo com reportagens da agência Reuters naquele ano, os gafanhotos que chegaram ao Egito haviam causados estragos em países do norte da África, como MauritâniaMali Nígeria. O Chipre, país insular no Mediterrâneo, também foi atingido por enxames.

Mais recentemente, entre o fim de 2019 e o início 2020, gafanhotos geraram alertas da FAO a países do leste da África para as piores infestações dos últimos 70 anos. A situação foi pior no Quênia, na Somália e na Etiópia, e fazendeiros relataram preocupação com a fome depois que os insetos comeram plantações inteiras de produtos como milho e feijão.

A situação por lá ainda é considerada "uma ameaça" segundo a FAO, principalmente no noroeste do Quênia, onde um novo enxame está em formação. Países do sul da Ásia como Índia Paquistão também estão em alerta.

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