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Contas da Energisa ficam 6,9% mais caras a partir de quarta-feira em MS

Reajuste na área de concessão da Energisa em MS foi aprovado em abril e adiado com a pandemia de coronavírus; Concen quer reduzir índice.

26/06/2020 18h46 Atualizada há 1 semana
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Por: Redacao Fonte: Humberto Marques
Sede da Energisa; contas de energia da concessionária no Estado serão reajustadas em 6,9%. (Foto: Arquivo)
Sede da Energisa; contas de energia da concessionária no Estado serão reajustadas em 6,9%. (Foto: Arquivo)

 

As contas de energia elétrica na área de atuação da Energisa em Mato Grosso do Sul vão ficar 6,9% mais caras a partir de quarta-feira (1º). A majoração havia sido aprovada em abril pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), mas foi prorrogada por conta da pandemia de coronavírus (Covid-19).

Com a alta, o Concen-EMS (Conselho de Consumidores na Área de Concessão da Energisa MS) pede atenção aos consumidores em relação ao uso de eletricidade, ao mesmo tempo em que discute na Aneel a revisão do percentual de reajuste.

“É preciso estar atento ao consumo. Como as temperaturas estão mais baixas, com a chegada do inverno, os custos tendem a subir em função do uso do chuveiro elétrico”, afirmou a presidente, Rosimeire Costa.

A agência ainda ao se posicionou sobre recurso do Concen sobre o percentual de reajuste. A entidade destaca que, apesar de o aumento só ser concedido agora, a Energisa não ficou sem arrecadar no período, em que fará o diferimento da parcela da Conta de Desenvolvimento Energético –de R$ 42 milhões, a ser recomposto em seis meses com correção pela Selic.

O efeito financeiro dessa conta só será sentido pelos consumidores no reajuste de 2021.

Concen destaca sobrecálculo em item que compõe a tarifa de energia

O Concen apontou, entre suas alegações no recurso para reduzir o índice de reajuste, que a própria Aneel admitiu que houve um “sobrecálculo” no risco hidrológico, que representa 40% do cálculo, de acordo com a entidade.

A falha estaria no fato de não terem sido consideradas as chuvas abundantes que encheram os reservatórios das hidrelétricas no início do ano, nem a redução da demanda de energia por conta da pandemia.

“Solicita-se, portanto, que a Aneel atenha-se ao estabelecido no que está regulado e leve em conta dados atualizados para o cálculo de Risco Hidrológico retificando os cálculos e reduzindo o valor desse efeito nos componentes financeiros do processo atual de 3,03% para 0,92%, reduzindo o reajuste tarifário de 6,90% para 4,76%”, destaca o recurso.

Em nota, a Energisa destacou que o reajuste é regulado pela Aneel e previsto no contrato de concessão da empresa. O percentual, em maioria, considerou custos de transmissão e geração de energia, encargos e impostos. Confira abaixo a íntegra do comunicado:

“A Energisa informa que o processo de reajuste tarifário anual é regulado pela Aneel e previsto no contrato de concessão da empresa. Depois de postergado por 90 dias, a pedido da concessionária em virtude da pandemia, a aplicação do aumento na tarifa entra em vigor a partir de 1º de julho, conforme aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica.

Os consumidores terão um reajuste médio de 6,90% e a maior parcela se deu por conta dos custos de transmissão e geração de energia, além de encargos e impostos”.

Matéria alterada às 17h40 de 26 de junho de 2020 para inclusão do posicionamento da Energisa

 

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