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Porto Murtinho PORTO MURTINHO

Porto Murtinho é um dos municípios que lideram o ranking de queimadas no MS

Baixa umidade e época seca fora da média agravam a situação

24/07/2020 13h19 Atualizada há 3 semanas
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Por: Redacao Fonte: Rodrigo Almeida
Queimada as margens da rodovia 267 em Porto Murtinho - Porto Murtinho Notícias
Queimada as margens da rodovia 267 em Porto Murtinho - Porto Murtinho Notícias

De acordo com o Instituto de Pesquisas Estatísticas Espaciais (Inpe), apenas Porto Murtinho e Bela Vista, com 1.602 e 967 casos.

Campo Grande é “medalha de bronze” no quesito queimadas em Mato Grosso do Sul. 

Ela está no topo da lista de cidades que mais queimaram no período: foram 690 incêndios. Só neste mês, a capital registrou 148 focos até esta quinta-feira, 23.

O alerta de baixa umidade divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é um dos facilitadores da causa.  

Segundo o coordenador da Defesa Civil do Estado, tenente-coronel Fábio Catarinelli, desde os meses de março e abril já era observado o aumento na quantidade de focos em Mato Grosso do Sul. 

“Geralmente isso é muito cedo para começar”, explica.  

O tenente-coronel diz que o órgão imaginava que seria um período complicado, pois “a média estava abaixo do normal”. E a tendência é que isso continue no próximo mês.

Histórico

Ele explica que historicamente os meses de agosto e setembro são o pico de incêndios, ou seja, “os problemas estão apenas começando”. 

Outro agravante é que a perspectiva de chuva está um pouco abaixo da média histórica.

Apenas neste mês de julho, até o dia 23, o Instituto de Pesquisas Estatísticas Espaciais registrou mais de 67 mil focos de incêndios no cerrado, 3.711 em Mato Grosso do Sul.

Isso quer dizer que o período de menos de um mês de incêndios no cerrado brasileiro é quase igual à quantidade de focos identificados em seis meses no estado. 

MS registrou neste ano, quase 81 mil casos.  

Assim como o cerrado, outro bioma massacrado é o Pantanal. Na região, foram mais de 16 mil focos somente neste mês.

 Este é o mais ameaçado até aqui. São 64 mil queimadas desde o início do ano.  

Fabio Cantarelli diz que o que preocupa na região é a baixa vazão de água. “Os rios estão com pouca água e a área queimada aumenta com o solo e vegetação secos”, aponta.

Alerta do Inmet

O alerta de baixa umidade feito pelo Inmet e divulgado pela Defesa Civil vai até esta sexta-feira (24). 

Neste período, o boletim do órgão estadual recomenda tomar bastante líquido, evitar exposição ao sol e não fazer exercícios físicos ao ar livre em horários de baixa umidade, entre 10h e 17h.

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