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Geral LUTA

Sem circo, família faz malabarismo para sobreviver com pipoca doce

Sem trapézio e palhaço, o jeito foi se reinventar na pandemia para sobreviver à crise e garantir o ganha-pão dentro de casa

30/07/2020 06h56
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Por: Redacao Fonte: Alana Portela
Elenita Cristina Cruz Fernandes separando as pipocas doces e maças do amor para vender. (Foto: Kísie Ainoã)
Elenita Cristina Cruz Fernandes separando as pipocas doces e maças do amor para vender. (Foto: Kísie Ainoã)

A pandemia do coronavírus interrompeu as atividades do Top Circo, parado no Bairro Itamaracá, na Capital. Sem apresentações circenses, agora o malabarismo da família Perez é nas ruas, se virando nos 30 para vender algodão-doce, maçã do amor e pipoca doce por R$ 2,00. Desta forma eles correm atrás do respeitável público e tentam garantir o ganha-pão dentro de casa.

“Com a pandemia a gente ficou desnorteado e não sabia o que fazer porque a nossa renda era o circo. É um trabalho de uma vida inteira e já está na quinta geração. A família não sabe fazer outra coisa. Sei que não está fácil para ninguém, porém, pra quem vive disso e não tem muita escolaridade é difícil”, diz Elenita Cristina da Cruz Fernandes, 30 anos.

Ela é casada com Hugo Leonar Perez, 45, um dos proprietários do circo, e relata que há oito anos passou a trabalhar no local. “Fazia números aéreos, dança do ventre, números usando o tecido. Meu esposo ficava na portaria, fazia as propagandas”, recorda Elenita sobre como era o local antes do isolamento começar.

No entanto, em março deste ano, o cenário mudou. O local marcado por alegria e diversão, ficou sem o respeitável público, o show não pode continuar. “Antes do coronavírus chegar aqui, tínhamos desmontado o circo para mudar de lugar. Mas, veio o isolamento e não deu para ir para sair daqui e nem reativar o ponto”.

Com tudo paralisado, menos as contas, a situação começou a complicar e o pior é que não dava para o casal pedir a ajuda da família, pois todos estão no mesmo “barco”. “Daqui dependem 20 pessoas, entre crianças e adultos. Temos nossas despesas pessoais”.

Foi quando a família resolveu vender doces na rua. “Dentro do circo tínhamos uma lanchonete, onde vendia algodão-doce, maçã do amor, pipoca doce. Então, pensamos em continuar as produções, mas vender fora”, comenta ela.

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