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Cidades LUTA

Mãe vende balas baianas por WhatsApp para arcar com tratamento do filho autista

Camila Haither se mudou de Três Lagoas para Campo Grande e sua única fonte de renda são os doces caseiros

30/08/2020 09h49
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Por: Redacao Fonte: Carlos Yukio
Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

Toda mãe tem em seus filhos a maior riqueza. E não é diferente para a vendedora Camila Haither, de 31 anos, mãe de 3 filhos. Há 2 anos morando em Campo Grande, a vendedora ainda tem as balas baianas que vende nos semáforos como a renda única para pagar os tratamentos médicos da família. Com a pandemia, as vendas caíram e o serviço migrou para os grupos de WhatsApp.

Camila se mudou de Três Lagoas, no interior de MS, para Campo Grande há 2 anos em busca de novas oportunidades de tratamento para o filho mais velho autista, Kauê, de 13 anos. Vendeu o apartamento que tinha no interior e começou a ser revendedora de perfumes no bairro Jardim Noroeste.

“Não tive muito sucesso, então vi uma postagem de uma amiga de Três Lagoas que estava vendendo bala baiana. Comecei a fazer para vender em torno de 100 balas diariamente. Levava as crianças para escola e já voltava vendendo as balas nas ruas pelo caminho. Não era muito, mas sempre deu para nos sustentar sem faltar nada”, relembra Camila ao Jornal Midiamax.

Com o dinheiro do auxílio emergencial, Camila passou a investir nas balas baianas caseiras para vender nas ruas. A cada 40 balas vendidas lucro de 60%, que vão para os tratamentos médicos dos filhos Kauê, com sopro no coração e autista que necessita de tratamento fonoaudiológico e psicológico. As duas filhas mais novas, Luana e malu, de 8 e 5 anos respectivamente, também precisam retirar as amígdalas.

Mudança de estratégia

Devido à pandemia e à suspensão das aulas, a mãe teve a ideia de começar as vendas pela internet, em grupos de WhatsApp que participa. Mesmo assim, as vendas não chegam a atingir a meta das ruas e Camila foi obrigada a encaminhar o filho autista para a casa da avó, em Três Lagoas. Para ajudar nas despesas, voltou a vender nas ruas mas o medo de se contaminar é grande.

“Comecei a vender pela internet, mas não anda muito bem. Estou vendendo um dia sim, outro não. entorno de 40 balas. Com a instabilidade do auxílio emergencial, estou preocupada. Há 3 semanas, minha mãe levou o Kauê para Três Lagoas para me ajudar nas despesas de casa e voltei a vender nas ruas. Deu até uma melhorada, mas o medo de voltar doente para casa é grande, então estou de mãos atadas”, conta a vendedora.

Para ajudar a vendedora e a família com a arrecadação de fundos para os tratamentos médicos, basta encomendar as balas baianas pelo telefone (67) 8179-3424.

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