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Cidades ABUSO DE PREÇOS

Procon faz ‘batidão’ para cobrar justificativa no aumento do arroz e do óleo no estado

Procon deu 10 dias para estabelecimentos apresentarem nota fiscal e justificarem alta

09/09/2020 13h04
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Por: Redacao
Preços exorbitantes da alimentação básica estão sendo registrados em todo o País. (Imagem: Reprodução/ Twitter)
Preços exorbitantes da alimentação básica estão sendo registrados em todo o País. (Imagem: Reprodução/ Twitter)

Mercados e atacarejos de Campo Grande têm prazo de 10 dias para justificar a alta no preço do óleo de cozinha e arroz. Equipes do Procon notificaram os estabelecimentos na manhã desta quarta-feira (9).

O Procon recebeu várias denúncias nos últimos dias sobre o aumento expressivo desses produtos nas prateleiras dos mercados.

Para o superintendente do Procon, Marcelo Salomão, a explicação do reajuste pode estar no começo da cadeia de consumo. “Sobre o óleo, entendemos que os produtores estão exportando, pois o preço está muito bom e isso compromete o abastecimento interno. Por isso os preços estão subindo”, explicou.

Já em relação ao arroz, Salomão informa que “os preços subiram demais porque temos poucos produtores no Brasil, então o governo federal autorizou a liberação da alíquota de importação para algumas toneladas de arroz para que possamos ter uma melhora no preço”.

Fiscalização

Um dos passos para o Procon verificar se há irregularidade é verificar o preço de compra dos mercados. A notificação é para que os estabelecimentos apresentem as notas fiscais dos produtos. Com isso, será avaliado se houve alteração na margem de lucro.

Outra questão a ser analisada pelas equipes é se os produtos vendidos pelo preço mais alto foram adquiridos já com o reajuste ou se estavam no estoque e os mercados aproveitaram para aplicar o reajuste neles também.

Somente na terça-feira (8) foram expedidas  12 notificações,  sete para  a rede  Fort Atacadista, três para o Assai e duas para o Atacadão.

“O contexto em que vem ocorrendo as elevações de preços é totalmente desfavorável ao cidadão que se encontra com sua economia abalada, notadamente nesta época de pandemia. Muitos perderam empregos e outros que se mantêm, tiveram seus salários reduzidos”, comenta Salomão.

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