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Campo Grande Covid-19

Adolescente de 15 anos morre de covid em Campo Grande

Como não tinha comorbidades, Secretaria de Saúde investiga se paciente desenvolveu síndrome rara associada à doença

22/10/2020 08h13 Atualizada há 1 mês
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Por: Redacao Fonte: Ângela Kempfer
Ilustração - Porto Murtinho Notícias
Ilustração - Porto Murtinho Notícias

Adolescente de 15 anos morreu em decorrência da covid-19 em Campo Grande, foi a vítima mais jovem da doença em Mato Grosso do Sul. Nunca uma adolescente havia entrado na estatística de óbitos no Estado.

A menina vivia no Jardim Morenão, teve os sintomas agravados no dia 19 de outubro, foi internada e  faleceu ontem. É a 652ª morte na Capital.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que investiga a possibilidade da paciente ter desenvolvido uma síndrome rara associada à covid, porque a família não relatou qualquer comorbidade associada.

Até setembro,  174 casos e 12 óbitos foram confirmados no País  da  "Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica". Depois da fase aguda da covid, os pacientes apresentaram sintomas como manchas pelo corpo, olhos vermelhos, barriga inchada e febre.

"Além da covid, estamos investigando se ela desenvolveu a síndrome que algumas crianças e jovens estão desenvolvendo. Depois de toda essa investigação, vamos falar desse caso. Mas é um aviso importante a todos os nossos jovens, principalmente, aqueles que teimam em dizer que são mais fortes que a doença", comentou o secretário Geraldo Rezende.

Boletim atualizado - Nesta quarta, são 6 mortes a mais no boletim epidemiológico da SES, com 1.518 no total, e acréscimo de 417 testes positivos somando 78.360 casos confirmados até agora 

Por outro lado, Mato Grosso do Sul apresenta hoje a menor taxa de contágio dos últimos 3 meses, com índice de 0,93. A média móvel de mortes é de 7,7 ao dia e 399 contaminados a cada 24 horas.

Também caiu bastante a quantidade de pessoas internadas. São 327 pessoas em leitos hospitalares, 166 pessoas em UTIs. No auge da pandemia, eram mais de 550 internados.

A taxa de ocupação de leitos de UTI é maior na Macrorregião de Campo Grande, com 70%.

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