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Porto Murtinho CASO NATHALIA

Professora acusada de ajudar a matar e carbonizar corpo de servidora tem liberdade negada pela 2ª vez

O namorado da ré disse que matou em uma prova de amor

17/11/2020 15h10 Atualizada há 1 semana
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Por: Redacao Fonte: Renata Portela
Restos mortais da vítima foram encontrados no rio (Divulgação, PCMS)
Restos mortais da vítima foram encontrados no rio (Divulgação, PCMS)

Regiane Marcondes Machado, 35 anos, teve mais um habeas corpus negado nesta semana. Ela está presa acusada do homicídio de Nathália Alves Correa Baptista em 16 de julho de 2019. Auxiliando o então namorado, José Romero, 38 anos, o casal matou e ocultou o cadáver da vítima no que teria sido uma ‘prova de amor’, conforme palavras do réu.

Conforme a decisão da turma da 3ª Câmara Criminal, o novo pedido de habeas corpus utiliza da mesma argumentação do anterior, sem fatos novos. Assim, foi tida como impossível a troca da prisão por medidas cautelares, permitindo que a ré deixe o presídio. O único fator então reconhecido foi o de excesso de prazo.

Mesmo assim, foi mantida a prisão de Regiane Marcondes, que já foi pronunciada com José Romero e aguarda julgamento por júri popular.

Relembre o caso

Conforme a denúncia apresentada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), José teria matado Nathália com um golpe de barra de ferro na cabeça. Assim, o crime teria sido premeditado, como uma prova de amor à amante Regiane.

Ainda segundo o MPMS, noite de 15 de julho de 2019, Romero e Regiane atraíram Nathália até a pousada administrada pelo homem. Então, ele teria utilizado uma substância para deixar a vítima inconsciente e, em seguida, desferido golpe com uma barra de ferro na cabeça dela.

Por fim, o casal queimou o corpo de Nathália, o colchão onde ocorreu o crime e os pertences da vítima, bem como se desfez dos restos mortais, jogando-os no rio Paraguai. Ainda na tentativa de apagar os vestígios, Romero teria lavado o local do crime e passado substância corrosiva no piso. Também foi praticamente feita uma reforma no local com pintura e até cimentação do piso para esconder o crime.

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