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Brasil Por Fabiana Figueire

Fantasiado de jacaré, técnico em enfermagem é imunizado contra a Covid-19: 'fé na vacina'

Jovem contou que quis incentivar a vacinação e afastar medo das pessoas de efeitos colaterais.

22/01/2021 14h29
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Por: Redacao Fonte: Por Fabiana Figueiredo, G1 AP — Macapá
Técnico em enfermagem do Amapá, Brenno Homobono foi imunizado contra a Covid-19 fantasiado de jacaré na quinta-feira (21) — Foto: Arquivo Pessoal
Técnico em enfermagem do Amapá, Brenno Homobono foi imunizado contra a Covid-19 fantasiado de jacaré na quinta-feira (21) — Foto: Arquivo Pessoal

Brenno Homobono, de 25 anos, técnico em enfermagem que atua diretamente com pacientes com Covid-19 desde o início da pandemia, adaptou um chapéu, montou uma fantasia de jacaré e assim foi imunizado contra a doença em Macapá, na quinta-feira (21).

A atitude foi uma ironia a um comentário do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), em dezembro de 2020, em evento na Bahia, sobre a vacina produzida pela farmacêutica americana Pfizer, cujo contrato constaria o aviso de que a fabricante não se responsabiliza por qualquer efeito colateral: “Se você virar um chi... virar um jacaré, é problema de você, pô”, declarou o presidente.

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O técnico detalhou que precisava criar algo para marcar o momento, pegou um chapéu e enfeitou. Ele pontuou que, além de incentivar a vacinação, quis afastar o medo das pessoas de ter algum efeito colateral com a imunização.

Há 7 anos na área da saúde, Homobono trabalha em um hospital particular e lida desde março de 2020 com pacientes infectados pelo novo coronavírus. É um trabalho de linha de frente que sabe bem as consequências da Covid-19 e a importância de ser vacinado.

“A gente está vivendo um momento caótico e mesmo assim a gente ainda precisa lidar com a ignorância dos nossos representantes. Minha intenção foi ‘quebrar o gelo’ dessa situação, incentivar as pessoas a terem fé na vacina e perderem o medo quanto aos efeitos colaterais, fantasiosos. O fato de eu estar fantasiado de jacaré, além de cômico, representa a felicidade de eu estar participando de um momento histórico”, comentou.

Brenno Homobono conta que, ao se fantasiar, quis incentivar pessoas a se vacinarem — Foto: Arquivo Pessoal

Mesmo sentindo sintomas em alguns momentos, o técnico nunca testou positivo para o vírus. Ele seguiu as medidas de prevenção e, principalmente devido ao trabalho, precisou evitar encontrar familiares, como o próprio pai.

“Graças a Deus eu não tive perdas familiares, evito ao máximo o contato com meus familiares, principalmente meu pai de é hipertenso, diabético e cardiopata. Já tive sintomas várias vezes, mas meus exames sempre deram negativos. Mas de alguma forma eu acredito que já tive, ainda mais pela exposição constante trabalhando na linha de frente”, disse.

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Seguindo na linha de frente da pandemia, ele conta que continuará tratando os pacientes, levando esperança.

“A gente está numa luta contínua, todos os dias, em meio a tudo isso que vem acontecendo, todos com esperança de dias melhores. E eu acredito que esses dias melhores estão chegando”, citou.

Vacinas no Brasil

Vacina do Butantan contra a Covid-19 foi a primeira a ser distribuída no Brasil — Foto: Everson Moreira/RPC

Para o Amapá foram disponibilizadas pelo governo federal, na segunda-feira (18), 31 mil doses da vacina CoronaVac, cujo uso emergencial foi aprovado no domingo (17) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O imunizante é produzido pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

O órgão regulador também aprovou a AstraZeneca, produzida pela Universidade de Oxford em parceria com a Fiocruz. As primeiras doses devem chegar ao Brasil nesta sexta-feira (22).

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